Quantos já leram?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

CAPÍTULO 15 | Um tempo com amigos

  - Eu e Alice, podemos dizer, nos conhecemos desde que temos 1 minuto de vida. Eu sempre odiei ela, cara... Não, nunca odiei. Apenas não gostava - eu disse para Joe enquanto estávamos na quadra nos fundos de minha casa jogando basquete. Joe era um ótimo jogador.
  Pra mim o basquete sempre foi uma coisa mágica - assim como a música. Quando eu pego a bola de basquete e paro no meio da quadra, olho para cima... É como se eu estivesse me transportando desse mundo para um que exigia mais a minha atenção. O mundo que eu chamava de ''Presta atenção pra não errar a cesta, babaca''.
  - Não importa o que você sentia por ela. O que importa é o que você sente - ele continuou. Eu parei de jogar para olhar para ele.
  - Filosofou - eu disse e bati palmas depois que passei a bola para ele.
  Ele deu um risinho e voltamos a jogar.
  - Bieber?
  - O que?
  - Você ama mesmo essa menina? - ele me perguntou enquanto lançava a bola.
  Cesta.
  - Amo sim - respondi.
  - Acho bom tratar ela direito. Ela é uma boa menina. Estudiosa, legal, engraçada, popular... Ela é como aquela personagem da Ashley Tisdale em High School Musical. Como se chama...?
  - Sharpay Evans - lembrei-o.
  - Isso! Sharpay Evans com um pouco de Gabriela na cabeça. Tá me entendendo?
  - Não exatamente...
  - Uma gostosa inteligente - ele disse como se aquilo fosse óbvio. Eu joguei a bola na cara dele, mas ele se desvencilhou.
  - ''Trata ela direito'' - eu o imitei. - Eu não saio por ai chamando ela de gostosa - continuei.
  - Agora é sério, Bieber. Trata ela direito.
  - Por que você se preocupa tanto? - eu perguntei. Achava que ele estava querendo muito papo sobre ela.
  - Conheço ela mais que você. Conversei com ela mais do que você. Portanto eu sei quem é Alice McAllen melhor do que você - falou ele. Isso é verdade.
  - É... - murmurei pensativo.
  - Namora ela.
  - O que?
  - Namora ela - ele repetiu.
  - Como?
  - Pede, ué. Ela te ama, você ama ela...
  - Como eu pediria?
  - A garota é tua, parceiro.
  - Sim... Mas como? - insisti.
  - No jantar. Pede com a família toda reunida - disse ele. Não era uma má ideia.
  - Vou pensar - eu disse.
  Nós ficamos jogando um pouco mais sem falar nada. Até que cansamos e fomos pra dentro de casa. Ele ficou lá um pouco mais e depois foi embora. Eu fui tomar banho.
  Eu pensei bastante sobre aquele assunto. ''Namora ela'', ele disse. Aham, como se fosse fácil chegar pra uma garota que acabou de se separar do namorado - que é meu amigo - por minha causa e pedir para namorar. Joe não era um expert em garotas. Minha lista de meninas está mais preenchida do que a dele. Mas a ideia do jantar até que não era má.

  Alice narrando...

  He was a skater boy, she said see you later boy
  He wasn't good enough for her
  She had a pretty face, but her head was up in space
  She needed to come back down to earth
  Eu e Caitlin estávamos cantando e pulando na cama com músicas agitadas. Ela disse que quando se termina com um namorado é sempre bom fazer isso. Eu não estava triste, mas queria me divertir um pouco.
  Nós continuamos cantando a música. Avril Lavigne sempre foi uma das minhas paixões. Da Caitlin também.
  Lembrei do dia do lago que Justin cantou I Love You pra mim. Eu parei de pular.
  - Se anima, garota - disse Caitlin cantando mais alto agora. Eu dei risada. Ela estava parecendo uma doida. Parecendo não, ela é uma doida.
  - Eu estou animada - disse.
  Eu fui e mudei a música.
  I feel the separation coming on 
  Ok, agora é Demi Lovato. Outra paixão.
  'Cause I know
  You want to be moving on
  Continuamos cantando durante um bom tempo. Caitlin sempre foi uma boa amiga. Ela era minha irmã de consideração. Irmã mesmo!
  - Don't surrender, surrender, surrender - gritou Caitlin no meu ouvido. - Please remember, remember december - continuou ela.
  - CAITLIN! NÃO GRITA! - eu gritei por cima daquele barulho todo do som e começamos a rir.
  Nós desligamos o som e fomos tomar banho. Quando passei pelo quarto de Justin, vi que ele estava no computador fazendo alguma coisa e escutando música. Resolvi nem incomodá-lo. Ele estava sendo um fofo comigo. Só estranhei que ele ainda não me pediu em namoro e nem nada do tipo. Mas... o.k.  A hora ia chegar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

CAPÍTULO 14 | Eu te amo

  Justin narrando...

  Hoje era aniversário de Alice. Ela estava completando 17 anos e eu daqui a pouco já ia fazer 18. Nossa... eu tô é velho!
  Ri com esse pensamento enquanto brincava com Tyler - o Akita que ela ganhou de Isabella.
  Alice e Julian começaram a discutir quando eu olhei para Alice. Eu não queria que eles brigassem por minha causa mas eu não conseguia evitar o modo que eu olhava pra ela.
  Acho que ele percebeu...
  Alice foi para dentro de casa e Julian a seguiu. Depois de um tempo ele saiu e foi embora sem dar explicação nenhuma. Acho que Alice ia dizer o que tinha acontecido.
  Mas eu não estava nem um pouco afim de esperar então peguei o cachorro e subi junto com ele. Seja lá o que tivesse acontecido, se ela estivesse zangada, triste, o cachorro ia alegrá-la. Eu bati na porta de seu quarto quando cheguei lá.
  - Alice? - chamei.
  - Oi? - ela respondeu. Seu tom de voz não aparentava estar triste ou zangada. Ela estava era...
  - Feliz - eu pensei em voz alta quando ela abriu a porta. A expressão no rosto dela era de felicidade mesmo!
  - O que é ''feliz''? - ela fez as aspas com os dedos.
  - Nada, não - eu disse e entreguei o cachorro pra ela.
  - Oi, Tyler. Sentiu minha falta, foi? - ela perguntou ao cachorro. Eu ri.
  - Eu que senti - eu disse e sorri.
 
  Alice narrando...
 
  - Justin? - eu o chamei quando estávamos na piscina brincando de vôlei.
  Estávamos numa pausa e eu estava falando com Bella.
  Eu já tinha explicado tudo pra ela do que tinha acontecido entre mim e Julian e do que eu sentia por Justin.
  - Oi? - ele respondeu. Ele estava falando com Joe - que já tinha chegado.
  - Quero falar com você - eu disse e saí da piscina. Fui para uma mesa ao lado da mesma e fiz sinal para que ele sentasse.
  Vi ele pedindo licença a Joe e vindo em minha direção.
  - O que foi? - ele disse, sentando.
  Eu já tinha acabado com Julian e não tinha nada mais que me impedisse de falar tudo a Justin.
  - Eu acho que já escondi isso por muito tempo... Você tem o direito de saber, assim como você me disse. Eu estou te dizendo: Eu amo você - eu disse logo de uma vez.
  Ele tirou os óculos e seus olhos estavam brilhando. Ele abriu um sorriso que eu nunca, nunca tinha visto em Justin Drew Bieber.
  - Você já me amava quando eu te falei? - ele perguntou.
  - Já - eu disse esperando que ele me fizesse mil perguntas do tipo...
  - Por que você não me disse? - desse tipo.
  - Porque eu tava namorando e não queria que você soubesse que não gostava mais de Julian e ficasse me pressionando.
  - Ah... - ele disse e sorriu novamente.
  Ele se levantou e me estendeu a mão. Eu peguei e ele me abraçou. Um abraço forte mesmo. Eu gelei quando senti a respiração dele em meu pescoço enquanto ele me abraçava apertado.
  - Eu te amo - ele disse.
  - Eu também - respondi e me larguei do abraço.
  - Acha que eles devem saber? - ele apontou para o pessoal que estava na piscina e ao redor dela.
  - Não... Vamos brincar um pouco com eles - eu disse e empurrei Justin. Ele entendeu o que eu queria fazer e nós começamos a brigar.
  Quando Pattie e Charles chegaram perto da gente pra reclamar, nós começamos a rir. Nós chorávamos de rir mesmo.
  Quando eles perceberam deram um tapinha em nossas cabeças e riram também.
  - Sabia que você está sujo? - eu perguntei a Bieber.
  - Onde? - ele disse parando de rir e se checando.
  - Aqui, olha - eu disse e o empurrei na piscina.
  Isabella, Ryan, Caitlin e Joe começaram a rir. Pattie e Charles não estavam ali na hora. Creio eu que foram buscar mais refrigerantes.
  Tyler latiu e balançou o rabo.
  Eu peguei Tyler e fiquei brincando com ele até que...
  - Você também está suja - Justin disse e me puxou com tudo pra dentro da piscina.
  - Seu otário! - gritei e joguei água na cara dele.
  Eles riram novamente.
  Foi uma tarde muito divertida. Eu ri muito, brinquei muito...
  Quanto a Julian? Ele ia ter que se acostumar a me ter só como amiga.
  Quanto a Justin? Ele ia ter que se acostumar a me ter mais do que só como amiga...

CAPÍTULO 13 | Um novo membro na família

  No dia do lago eu cheguei em casa e meu pai reparou mesmo o meu cabelo molhado. Eu disse que tava calor e acabei tomando banho na casa de Bella.
  Naquele dia seria o meu aniversário. Eu ia completar 17 anos e o pessoal estava organizando uma festa na piscina da nossa nova casa.
  Dia 14 de fevereiro. O dia que Alice McAllen passou a existir. Emocionante.
  - Alice, parabéns sua vaca! - disse Isabella chegando por trás de mim. Eu estava na quadra assistindo Ryan, Justin, Julian e - por incrível que pareça - Caitlin jogando basquete.
  - Oi, Bella! Obrigada! - eu respondi abraçando-a.
  - Aqui tá seu presente - Bella disse me entregando uma bolsa fechada em cima. Ela tinha suas condições, assim como eu, então eu tinha certeza que o presente ia ser bom. Teve uma vez que ela me deu um sapato que custava quase quinhentos dólares. Eu agradeci mas nem me surpreendi.
  - Essa Isabella só me dá presentes pobres sabe... - eu disse brincando.
  - Imagino se fossem de ricos - disse Caitlin de onde ela estava.
  Justin, Julian e Ryan riram. Eu ri junto.
  - O que será dessa vez? - eu disse abrindo a bolsa, que por sinal era linda, e dessa vez eu me surpreendi. Ela tinha me dado nada mais, nada menos que... - UM CACHORRO! - eu gritei. Ele estava dormindo dentro de uma caixinha que por fora da bolsa não parecia que tinha nada dentro. Era um filhote de Akita. Era lindo! Peludo como um bichinho de pelúcia e branco como as nuvens.
  - Awwwwwwww, que lindo - disse Caitlin olhando para dentro da bolsa.
  - Que lindo, Isabella! - disse Ryan olhando também.
  Eu peguei o cachorro e coloquei ele fora da bolsa. Ele acordou e colocou a língua pra fora. Ele era fofinho e pequeno. Um filhote, né?!
  - Que fofo você, mocinho - disse Justin mexendo nele.
  - Vou pegar água pra ele - disse Caitlin e foi.
  - Ora, ora. Um novo membro para a família McAllen? - disse Julian passando a mão em seu pelo.
  Eu comecei a pensar em um nome. Era macho então era um pouco mais difícil.
  - Que nome vocês acham que eu devo dar? - perguntei.
  Eles começaram a pensar também.
  - Que tal... Zack? - propôs Ryan.
  - Hum... - pensei. Zack era legal, mas não. - Não.
  - Ok - murmurou ele e continuou a pensar.
  - Justin? - propôs Justin.
  - É claro... Para quando eu chamar o cachorro você pensar que é você - eu disse e virei os olhos.
  - Tyler? - propôs Ryan, novamente.
  Tyler era... legal. Muito legal.
  - Isso! Tyler! - eu disse e bati palminhas.
  - Tyler, é? - disse Caitlin chegando por trás da gente. - Gostei - ela sorriu.
  Pattie e meu pai foram chegando com a comida e pediram ajuda para Julian e Justin. Eles foram e eu fiquei lá na beira da piscina com Ryan, Caitlin e Isabella.
  - Justin? - chamei.
  - Oi? - ele respondeu da mesa.
  - Chama Joe. Manda ele vir - eu disse me lembrando do melhor amigo idiota dele. Eu gostava dele. Joe era... engraçado.
  - Ligo pra ele mais tarde.
  - Ok.
  - E então, mocinho? - eu peguei Tyler no colo. - Seu nome agora é Tyler McAllen Bieber. Seu pai é o Ryan porque ele que escolheu o nome - eu disse para Tyler enquanto ele lambia o focinho.
  - Que cachorro é esse, Alice? - meu pai perguntou.
  - É o meu cachorro. O nome dele é Tyler. Isabella me deu - respondi.
  - Hum... - sibilou ele. - Temos um novo membro na família... Vem cá lobinho - meu pai pegou ele no colo e Tyler latiu e lambeu o rosto dele. Meu pai riu e Pattie o pegou das mãos dele.
  - Que fofo, Tyler - Pattie disse.
  Ela largou ele e ele começou a correr ao redor da piscina, da mesa, das quadras... Ele estava, digamos que... reconhecendo a área.
  Justin sorriu quando viu que o cachorro estava agitado e começou a brincar com ele. Enquanto ele brincava, ele me lançava uns olhares até que Julian percebeu.
  - Alice, por que o Bieber te olha assim? - ele perguntou como quem não queria nada.
  - Assim... assim como? - eu perguntei.
  - Como se gostasse de você.
  - Ele gosta! Nós somos quase irmãos! - eu disse para tentar afugentar aqueles pensamentos da cabeça de Julian.
  - Naquele dia no lago... Por que você estava com Justin sozinha e o que estava fazendo? - ele perguntou.
  Quer saber? Vou acabar com essa palhaçada.
  - Não te devo satisfações - eu disse e saí da mesa que estávamos sentados. Senti todos os olhares se virarem para mim enquanto eu ia para meu quarto colocar o biquíni.
  - Deve sim! Eu sou seu namorado - ele disse, me seguindo.
  Quando chegamos na sala, ele segurou meu braço.
  - Me solta! - gritei.
  - Eu sou seu namorado. Sendo assim, eu mereço explicações - ele disse. Eu via a raiva em seus olhos. Eu não queria machucá-lo, mas eu teria que.
  - Você é meu namorado, sim! Mas eu não queria que fosse - eu disse, finalmente.
  Ele não me seguiu dessa vez. Ele ficou lá, parado. Até que despertou de seus pensamentos e voltou a me seguir enquanto ia para meu quarto.
  - Como é que é? Você está terminando? - ele perguntou.
  - Estou sim.
  - Mas... por quê? - ele disse. Agora ele estava magoado. Que droga! Eu não quero mais ele, mas também não queria magoá-lo. - É... é por causa do...
  - Justin? - eu o interrompi. - É sim.
  Ele fez uma cara de surpresa e decepção. Se bem que eu não sabia diferenciar muito as duas expressões, não em Julian Hill.
  - O que você viu nele? - ele perguntou.
  - O que eu, infelizmente, não vi em você - entrei em meu quarto e fechei a porta. Ouvi ele descendo as escadas. Eu não sabia o que ele ia fazer... Mas pelo menos agora eu posso ficar com o Justin sem culpa. Agora eu posso.
  Sorri com esse pensamento e fui vestir o biquíni.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

CAPÍTULO 12 | Risos molhados

  Olhei para meu celular e era Julian.
  - Oi, amor - atendi e percebi que Justin mudou de feliz para cabisbaixo. Fiz carinho em seu ombro. Ele sorriu mas ainda assim estava triste.
  - Onde você tá? Eu passei na sua casa e seu pai disse que você estava na casa de Isabella. Fui lá e ela disse que você nem apareceu lá hoje - ele disse.
  Vixe. E agora? Pensa rápido! Pensa rápido!
  - Hein, Alice? - ele insistiu.
  - Ah... é... tô no lago - revelei.
  - Fazendo o que no lago? E por que não disse pra seu pai que ia pra aí? - perguntou ele. Acho que dava pra Justin ouvir, pois ele fez uma cara feia para a pergunta. Eu ri baixinho.
  - Tô te traindo - eu disse brincando. Justin estava chorando de rir agora. Eu bati de brincadeira em seu braço.
  - Com quem? Posso saber? - ele entrou na brincadeira.
  - Comigo, seu otário - Justin gritou. Julian começou a rir do outro lado da linha.
  - Ah, Justin tá aí, é? Então tá tudo bem. É que eu tava preocupado - Julian disse aliviado de saber que eu estava acompanhada.
  - Ok, então! Tchau - disse.
  - Tchau, bebê - ele disse e desligou.
  Eu desliguei também. Que bom que ele confiava em Justin.
  - Ele confia em você - eu disse pra Justin.
  - Coitado... - ele disse, ainda rindo.
  - Coitado por quê? - perguntei estreitando os olhos para Justin. Que menino...
  - Nada, não - ele disse olhando para o outro lado. Eu puxei seu rosto de volta pra mim.
  - Coitado por quê? - insisti. Nossa, como eu sou chata.
  - Mal sabe ele que você tá com um garoto que é doido por você e pode te agarrar e te sequestrar a qualquer momento... - ele disse. Eu gargalhei.
  - É mesmo? Jura? - eu disse, ''duvidando''.
  - Tá duvidando é? Acho melhor você não duvidar - ele pulou pra cima de mim e começou a me fazer cócegas.
  - Para! Justin Bieber! Para! Agoooooora! - eu gritava e ria ao mesmo tempo.
  De repente o barco virou e eu e Justin caímos na água com os nossos kits de pesca.
  - JUSTIN! EU VOU TE MATAR! - gritei e comecei a bater nele.
  Ele ria freneticamente.
  - Não vi a menor graça - eu disse e comecei a rir também.
  - Não é o que parece - ele disse tentando virar de volta o barco.
  Eu estava toda molhada. E agora? Como eu ia explicar isso pro meu pai?
  - Como eu vou explicar isso pro meu pai? - eu perguntei ajudando Justin.
  - Isso o que? - Justin fez cara de dúvida.
  - Isso - eu disse apontando para meu próprio corpo que estava encharcado. Ele começou a rir de novo.
  - Para de rir, seu besta - eu disse e ri junto.
  - Podemos ficar aqui até secarmos - sugeriu ele.
  - É verdade... - concordei. Até que não era má ideia.
  Viramos o barco, tiramos a água de dentro dele e voltamos para o cais.
  Nós atracamos o barco e fomos para perto da ''Árvore do Não-primeiro-beijo''. Ri novamente com o nome.
  Eu comecei a me lembrar desses últimos momentos com Justin até que um deles me chamou a atenção.
  - Seu idiota! Você é mais esperto do que eu pensei - eu disse para Justin.
  - Você é doida - ele disse. Eu ri.
  - Você sabe pescar! Você sempre pescava no gelo com Ryan e meu pai quando vocês eram pequenos. Como eu não lembrei disso? - eu disse. Era verdade, ele sempre pescava e sempre trazia alguns peixes para casa. Como eu não lembrei?
  Ele começou a rir. Rir mesmo.
  - Eu sou muito idiota - eu disse para mim mesma num volume que deu para Justin ouvir e ele ria mais ainda. - Qual foi sua intensão em fingir que não sabia?
  - E você realmente acha que eu ia perder a oportunidade de ter você segurando minha mão, praticamente me abraçando pra me ''ensinar'' - ele fez as aspas com os dedos - a pescar? - ele perguntou.
  - Não, não acho. Mas não lembrei disso na hora, agradeça a Deus - eu disse e ele riu de novo.
  - Você é fácil de enganar - ele disse. Eu era mesmo.
  - Não sou não - menti.
  - Claro que é.
  - Não sou.
  - É.
  - Não sou.
  - Ok. Não é - ele terminou o assunto.
  Já estava começando a escurecer. Quanto tempo eu tinha passado ali com Justin? Não sabia.
  Nós entramos no carro e fomos pra casa. Meu cabelo ainda estava meio molhado. Meu pai ia perguntar.
 
 

domingo, 1 de janeiro de 2012

CAPÍTULO 11 | Pesca

  Justin narrando...

  Acordei no outro dia com o maior sorriso do mundo no rosto.
  No dia anterior eu falei para Alice tudo que sinto por ela. E isso fez eu me sentir bem. Muito bem, na verdade.
  Quando já havia tomado banho e me arrumado, resolvi descer. Porém, antes de abrir a porta, eu pisei em um papel.
  ''Descobri uma coisa que eu acho que você vai gostar. Encontre-me no lago às 13:00hrs. Ass: Alice'', dizia. Eu abri um sorriso.
  Estamos evoluindo, hein?!
  - Justin não pode estudar em escolas! Ele é muito bagunceiro! Repetiu o primeiro ano por isso, Charles - minha mãe e Charles estavam discutindo.
  - O menino já tem 17 anos. Acha que com essa idade ele ainda bagunça alguma coisa? - perguntou Charles em um tom calmo. Uma coisa que eu achava interessante nele era que, mesmo estressado, ele sempre mantia aquele tom sereno.
  Eu parei na escada para ouvir a ''discussão''.
  - Eu queria que Alice e Justin estudassem na mesma escola! Eles já estão amigos o suficiente para olharem um pra cara do outro durante uma aula - continuou Charles.
  Eu iria fazer o 3º ano e Alice também. Já que repeti o 1º ano, fiquei na mesma sala que ela. Nunca pensei que repetir de ano seria tão gratificante.
  - Eles podem estudar em casa. Não há problema nenhum nisso - disse minha mãe.
  - Alice é muito popular na escola, tem várias amigas... Acha mesmo que ela vai aceitar isso? - retrucou Charles.
  - Bom dia, gente! - eu disse entrando na sala. Percebi que eles estavam sentados um do lado do outro. Achei que eles estavam em pé apontando o dedo um na cara do outro. Ri com esse pensamento.
  - Bom dia, meu querido - disse minha mãe, virando pra mim e sorrindo.
  - Bom dia, Justin! - disse Charles.
  - Sobre o que discutiam? - perguntei como se não soubesse de nada.
  - Sobre a escola. O que você acha melhor: estudar em casa ou na escola? - eu queria responder escola. Tem mais gente, posso fazer mais amizades... Mas sabia que aquilo iria me prejudicar. E estudar sozinho com Alice não deve ser tão ruim, a companhia dela já basta.
  - Sei lá. Em casa - respondi.
  - Por que? - perguntou Charles.
  - Porque na escola tem muita gente. Eu converso muito, gosto de ficar com gracinhas. É difícil lembrar disso - não é, não - mas repeti o primeiro ano por causa das brincadeiras excessivas - admiti.
  - Tá vendo? Até o menino sabe o que é melhor pra ele. Garanto que Alice vai gostar da ideia - minha mãe disse.
  Eu discordava.
  - Não concordo - disse. - Ela é muito popular, não vai querer estudar em casa só comigo.
  - Tá vendo? Até o menino conhece Alice e você não - disse Charles, imitando minha mãe.
  Eu ri.
  - Quando ela chegar eu converso com ela - disse Pattie. - Tem bolo na mesa, Justin. Vai tomar café ou vai almoçar logo? - minha mãe perguntou e eu olhei pro relógio. Eram 12:35hrs.
  - Eu acho que vou comer na rua. Vocês sabem onde Alice foi?
  - Ela disse que foi pra casa de Isabella.
  - Ok, então! Vou comer na rua e depois passo lá pra pegar ela.
  - Menino bom - riu Charles. - Tchau! - exclamou ele.
  - Tchau, mãe. Tchau, Charles - disse quando saí pela porta.
  Peguei o carro e fui para o lago. No meio do caminho eu parei para comprar algo pra comer e foi quando Joe me ligou dizendo que ia passar lá em casa mais tarde. Já tinha um bom tempo que eu não falava com aquele mané. Comi e continuei meu caminho.
  Quando cheguei, desci do carro e vi que Alice estava no cais. Tinha um barco parado lá e um kit de pesca dentro dele. Sorri quando percebi qual era seu plano.

  Alice narrando...

  Eu estava sentada no cais pensando e olhando a paisagem. Aquele lago era realmente bonito. Quando Bella me disse que aqui dava pra pescar eu não pensei duas vezes. Eu amo pesca e acho que Justin também.
  - Pesca, é? - disse Justin enquanto andava até mim.
  - É, sim. Você gosta? - perguntei, sorrindo quando vi a expressão de felicidade em seu rosto.
  - Sim. É legal - disse ele.
  - Que bom que acertei.
  Eu entrei no barco e fiz um sinal para que ele me seguisse. Ele entendeu.
  - E se isso aqui virar? - ele disse, balançando o barco. Eu ri.
  - Tá com medo? O bebê não sabe nadar, é? - desafiei.
  - Claro que não. E sim, eu sei nadar! - ele disse.
  - Ótimo! - eu disse e comecei a balançar o barco também.
  Começamos a rir. Ele tinha um sorriso realmente lindo.
  - Sabia que eu adoro seu sorriso? - ele disse. Esse menino lê mentes.
  - Também gosto do seu. É... lindo - admiti. Não ia doer admitir que gosto do sorriso dele.
  Ele sorriu e eu sorri também.
  - Temos um problema - eu disse quando percebi que eu não sabia remar.
  - Qual?
  - Você rema? Porque eu não.
  - Claro que sim. Esses músculos devem servir pra alguma coisa - ele disse fazendo com que os ''músculos'' de seu braço aparecessem. Eu gargalhei.
  - Músculos, é? Vamos lá então, Huck! - disse.
  Ele riu e começou a remar. Nós já estávamos a mais ou menos 10 metros longe do cais. Achei que já estava bom para ter alguns peixes.
  - Aqui já tá bom, não acha?
  - Pode ser - ele disse parando de remar e pegando seu kit. Eu peguei o meu também.
  - Você sabe pescar direitinho ou precisa de alguma professora? - perguntei quando percebi que ele mal sabia como segurar a vara de pesca.
  Ele balançou a cabeça em sinal positivo e disse:
  - É, acho que sim - e riu.
  - É assim, ó - peguei a vara e o ensinei todos os passos para pescar.
  - Até que não é tão difícil - ele disse e sorriu.
  - Não é, não. Vamos? - eu disse e joguei a isca na água. Tive que esperar um tempo até que consegui pegar um peixe. Era bem pequeno mas naquele lago não devia haver muitos peixes grandes.
  - Parabéns, Alice! - disse Justin, sorrindo e olhando pra mim. Quando o sol batia em seus olhos, fazia com que eles ficassem num tom mel esverdeado lindo.
  - Obrigada e seus... olhos. Estão lindos. Eles ficam realmente bonitos quando o sol bate - eu disse.
  - Prefiro os seus, mas obrigada - ele disse e sorriu. Desde que eu disse que gostava do sorriso dele, ele não parava de sorrir. Isso era legal.
  Tudo estava indo bem até que meu telefone toca e...
 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Capítulo 10 || O lago

  Justin narrando...

  Eu fui chegando perto dela. Já conseguia sentir sua respiração em meu rosto. Foi quando ela colocou a mão em meu peito, me parando.
  - Justin... desculpa.
  - Qual o problema? - perguntei.
  - Eu não posso fazer isso com Julian - ela disse e se virou para ir embora. Eu a segui e peguei em seu braço.
  - Ei, me desculpa. Eu não quero te obrigar a fazer nada... - eu disse. Que merda! - Pelo menos fica mais um pouco. Eu posso cantar outras músicas e conversar com você...
  - Tá... mas não faz nada, ok? - ela pediu.
  - Tá. Vem cá. - peguei-a pela mão e nós sentamos perto das raízes da árvore. Achei que ia funcionar...
  - E aí? Vamos mudar o nome da árvore? Porque não teve beijo nenhum então... - ela sugeriu.
  - É né... fazer o que. Que tal... sei lá, ''Árvore do não-primeiro-beijo''? - eu disse e ri. Me senti idiota.
  Ela riu também.
  - É bem a cara - ela parou e pensou um pouco. - Que tal ''Árvore do...'' - eu a parei com um gesto.
  - Tá ouvindo isso? - eu perguntei.
  - O que? - ela perguntou curiosa.
  - Beija ele... beija ele... - sussurrei, imitando uma possível voz.
  - Você é um completo idiota, sabia? - ela disse, me batendo e rindo.
  - Pois é... - eu disse e fiz uma cara triste como se fosse um bebê que a mãe não comprou aquele doce que tanto queria.
  - E fofo também - ela disse apertando minhas bochechas.
  Eu sorri.
  - E então, Árvore Do Não-primeiro-beijo? - falei com a árvore. Aham, eu sou besta. - Que música eu devo cantar pra Srta. Eu Não Posso Fazer Isso Com Julian Hill Porque Ele É O Bonitão Da Área? - eu disse, fazendo graça.
  Alice gargalhou. Eu permaneci sério - com muito esforço, mas o fiz.
  - Eu acho que você deveria cantar I Love You da Avril Lavigne, Justin - eu respondi a mim mesmo imitando a ''voz'' da árvore.
  - Gosto dessa... - Alice disse se lembrando da letra.
  I like your smile, I like your vibe
  I like your style, but that's not why I love you - comecei e terminei a música olhando para Alice.
  - O que foi? - disse quando terminei. Ela estava meia cabisbaixa.
  - Nada, não. Essa música me faz pensar.
  - Em Julian? - perguntei.
  - Não - ela respondeu.
  - Em quem?
  - Ninguém em especial, só me faz pensar - ela explicou.
  - Hum... - murmurei.
  - Gostei de hoje. Não da parte que nós brigamos, é claro, pois me fez ficar chata o dia todo. Até Julian reparou. Mas agora de noite... foi lindo. Obrigada - ela disse e se levantou para me dar um beijo no rosto e bagunçar meu cabelo.
  - Queria que você soubesse o que eu sinto por você o mais rápido possível. Estava me matando não contar - eu disse.
  - Justin?
  - O que?
  - Obrigada. De novo - ela sorriu.
  - Não tem que agradecer.
 
  Alice narrando...

  Aquela noite foi uma das mais lindas de toda a minha vida. Eu e Justin continuamos ali na árvore até um certo horário e depois voltamos juntos para casa. Saber que ele gostava de mim já me dava uma garantia boa do que seria se eu terminasse com Julian. Mas ainda não estava na hora. Eu tinha que ter mais certeza de algumas coisas.
  - Justin? Alice? Por que chegaram juntos e a essa hora? - Pattie perguntou assim que entramos pela porta de casa.
  - Eu estava voltando do lago e encontrei Justin no caminho, ele estava na casa de Joe - menti.
  - Foi isso aí - Justin concordou.
  - Hum... já estão amigos mesmo, hein? - disse Caitlin do sofá e reparei que Isabella estava lá também.
  - Sim, estamos - eu disse e abracei Justin. - Isabella! - gritei e fui abraçá-la.
  - Oi, Allie - ela respondeu me abraçando e sorrindo. A única pessoa no mundo que me chamava de Allie era Isabella. Eu gostava desse apelido.
  - Gente, eu vou subir pra tomar um banho e ir dormir - disse Justin.
  - Eu acho que também vou - meu pai disse.
  Eles dois subiram e cada um foi para seu quarto.
  - E aí? - disse Cait quando me sentei no sofá.
  - Tudo bem e vocês? - eu disse me direcionando para Bella e Cailtin.
  - Tudo ok. - disse Bella e Cait concordou.
  - Foi fazer o que no lago uma hora dessas, Alice? - perguntou Pattie.
  - Eu fui eram umas seis horas e fiquei lá, sentada, pensando. Aí quando dei por mim já era tarde e vim para casa. No meio do caminho vi um menino com um violão na costa e percebi que era Justin. Resolvi chamá-lo e ele veio comigo - menti.
  - Hum... e aquela cabana velha ainda está lá? - perguntou Isabella.
  - Está sim. Eu fui lá também. Estava cheia de poeira então nem me dei o trabalho de entrar - menti novamente.
  - Consigo imaginar - disse Pattie.
  - Quando eu era criança, eu e meu pai sempre íamos lá no lago. Pescávamos e fazíamos picnic. Era bem legal - disse Bella.
  - E lá dá pra pescar?
  - Dá sim - ela disse e no mesmo momento eu tive uma ideia.
  - Gente, vou subir. Vejo vocês amanhã. Boa noite! - eu falei com todas e subi.
  Deixei um recado de baixo da porta de Justin antes de ir para a minha cama.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

CAPÍTULO 9 | A Árvore.

  Alice narrando...

  Aquela tarde foi uma das mais estranhas que eu já tive em anos namorando o Julian. Logo quando o filme acabou, nós fomos pra casa em silêncio. Ele nunca falava nada quando via que eu estava estressada - como já disse.
  Cheguei em casa e fui direto para meu quarto. Percebi que tinha um bilhete na porta e li.
  ''Alice... me desculpe por hoje. Não foi minha intenção te deixar com dúvidas. Todas elas serão esclarecidas. Me encontre no lago perto daquela fábrica antiga. Ass: Justin'' - dizia.
  A fábrica ficava não muito longe de casa... uns 5 quilômetros talvez...
  - Pai? - eu o chamei. Ele estava na cozinha.
  - Oi?
  - Me empresta o carro? Eu vou no lago dar uma volta. Não demoro. - pedi.
  - Claro. Mas toma cuidado. - ele disse.
  - Ok. Obrigada.
  Eu desci novamente e peguei as chaves que ele tinha deixado em cima do sofá. Entrei no carro e liguei o rádio. Estava tocando alguma coisa de Beyonce. Lembrei do Justin - ele é louco por ela. Dei risada de mim mesma por saber aquele pequeno detalhe dele.
  Resolvi ler de novo o bilhete que havia trazido comigo. Todas elas serão esclarecidas, dizia. Mas como?
  Chegando lá, eu desci do carro e não vi Justin. Reparei que nas árvores que se seguiam em uma trilha, haviam outros bilhetes. Fui andando e lendo. O primeiro dizia ''Que bom que você veio! Continue andando''. O segundo dizia ''Isso mesmo! Você está fazendo um bom trabalho, mocinha. Continue!''. Mas que...
  Eram no total 7 bilhetes, contando com o que estava na minha porta. Todos dizendo para continuar.
  No fim da tal trilha, havia uma cabana abandonada e percebi que tinha uma luz vindo de lá de dentro.
  O último bilhete - o sétimo - estava na porta da cabana. ''Alvo alcançado. Câmbio, desligo. Ah, desculpe. Pode entrar!''. Eu ri com aquele recado.
  Bati na porta e entrei. Justin estava em pé ao lado de uma mesa, de costas para mim. Quando ele viu que eu entrei, ele se virou e sorriu.
  - Oi, Alice. Novamente, me desculpe por hoje - ele disse, me abraçando.
  - Pra que tudo isso, Justin? - eu disse impressionada com todas as coisas que ele havia preparado. Uma mesa com frutas e alguns doces iluminada por velas - pensei que poderiam ser as luzes que eu vi - e um violão no canto da sala.
  - Shhh, sente. Se quiser comer, coma. Mas se não podemos ir direto ao ponto. - ele disse, pegando o violão.
  - Que ponto seria?
  - O ponto em que nós vamos lá pra fora, sentar na beira do lago e eu vou cantar pra você. Como pedido de desculpas, é claro. - ele disse.
  - Então... vamos direto ao ponto - eu ri e o segui até a beira do lago.
  A lua estava linda naquele dia e estava iluminando tudo.
  - Lembra que eu disse que quando a gente ficasse amigos eu ia cantar uma música pra você? - disse Justin se sentando e posicionando o violão.
  - Claro. Você já fez a música? - eu disse, surpresa e feliz.
  Everybody is laughing in my mind
  Rumors spreading about this other guy - ele começou a cantar. Sua voz era linda. Como um anjo.
  Do you do what you did when you did with me?
  Does he love you the way I can? 
  Ele continuou cantando a música. Nela, ele dizia que queria ser o garoto que estava com alguém que ele amava...
  - Você fez pra alguma menina especial, não foi? - eu disse, sorrindo. - A música é muito, muito linda! Parabéns! E você canta super bem.
  - Foi sim... sabe? Eu costumava odiar essa menina. Mas aí um certo dia o namorado dela chegou e eu senti, pela primeira vez em anos que eu a conhecia, ciúmes dela. O tempo foi passando e hoje eu e ela somos amigos... infelizmente só amigos.
  - Hummmm... por acaso essa menina sou eu? - eu perguntei, sorrindo. Senti meu coração batendo forte.
  - Dúvidas?
  - Justin... eu não sei o que dizer... - eu disse, perplexa. O Justin me ama. Ai Deus... minha vontade era de dizer que eu o amava também e que minha vida com Julian não fazia mais sentido. Que quem eu queria era ele mas... não podia. Não ainda.
  - Não precisa dizer nada... eu só queria que você soubesse disso. - ele disse, piscando e dando um sorriso de lado que fez meu coração palpitar mais ainda. - Vem cá. - ele me chamou, levantando e pegando em minha mão para que eu também levantasse.
  - O que foi? Mais surpresas?
  - Tá vendo essa árvore? Ela vai ser a nossa árvore. A árvore do primeiro beijo. - ele disse chegando perto da árvore e desenhando nossas inicias A.M + J.B e uma barra.
  - Essa barra é o que? - perguntei, curiosa.
  - Que dia é hoje? E horário, por favor. - ele perguntou. Ignorando minha curiosidade e ainda atento para as iniciais.
  - 26 de janeiro. Às 6:15 da noite. - eu respondi.
  - Então ano que vem, dia 26 de janeiro às seis e quinze nós viremos aqui para comemorar o aniversário do primeiro beijo e faremos outra barra. Cada barra significa um aniversário. - ele esclareceu.
  - Mas nós nem nos beijamos ainda.
  - Isso mesmo. Ainda. - ele disse e sorriu maliciosamente pra mim.